Você que é casada,tem um relacionamento estável,ou até mesmo tem filhos que vira e mexe você acompanha no salão masculino ,rsrs. Já reparam os detalhes? Então leia essa crônica. As vezes uma simples ida a um lugar desse nos fazem repensar sobre alguns assuntos. A gente que é mulher sempre tem paciência de acompanhar os homens em salão masculino ou Barbearia. Já eles?acham um tédio e desnecessário e ficam chatos e impacientes. Digo isso baseado no meus filhos . Eu tinha a triste mania de só em ir em local cortar minha franja,Eles não entendia porque eu esperava uma hora para o moço cortar uns fiozinhos.Quando é a vez  deles eu os espero  tempo que for.  Daí aprendi eu mesmo cortar meus cabelos e hoje não confio em ninguém cortar minha franja.( Ganhei de presente uma tesoura maravilhosa e corto a franja de algumas colegas, amiga e familia,quem sabe um dia terei um local so pra cortar franjas,so eu sei as decepções que passei me aventurando em salão. )

Bora a crônica:”uma barbearia cujo nome impunha, digamos, a mim, suspeita e, confesso,uma leve crise de riso. Ok ok… não foi tão leve assim. Era algo tipo cabra macho, homem herectus ou homo bructus. Não me lembro direito. Nessa linha aê.Sei que eu fofa fofa fofa me ofereci para ir . Ele imediatamente me deu um vale-poda-macho-acompanhante-vip,mas ficou depois preocupado com o que eu ia ficar fazendo enquanto ele cortava as madeixas.Disse-lhe que ia ficar deboa num canto lendo, afinal, o que mais poderia fazer em um ambiente super bronco, rude, grosseiro, mega másculo sem nada interessante para observar?O salão de beleza, opa, perdão, a barbearia já tinha sido outrora um salão desses comuns de cortar cabelo. Eles só adaptaram o ambiente para ficar bem viril e deixar claro que se tratava de um clube do Bolinha-Alfa.Os espelhos que iam até o chão foram cortados e colocados em uma moldura de madeira crua levemente patinadas. Ficaram bem menores porque homem que é homem não precisa olhar as pernas enquanto apara a barba.Na parede, a cor salmão foi substituída por um cinza aveludado. Lindíssimo.O dono me disse que é um acetinado toque de seda fosco da marca Suviril. Másculééérrima. Achei maravilhosa.Se você pensa que nessas barbearias com fachadas pretas que oferecem cerveja de cortesia para quem vai lá fazer o bigode têm produtos iguais dos salões unissex que vemos por aí, saiba que está muito enganado. Descobri que homem que é homem usa produtos próprios.Eles não usam cremes e sim pomadas.Várias pomadas.Na vitrine, havia umas latinhas estilo retrô e, nos rótulos, especificavam para que serviam. Há pomada que prepara a pele para fazer a barba. Pomada que faz espuma para amaciar a barba no banho. Pomada que modela a barba. Pomada que dá brilho e fixa o penteado da barba.Fazer sobrancelha não é coisa de macho, fiquei sabendo quando li no painel que imitava cartaz de botequim os serviços oferecidos. O que eles fazem é “faxina na cara”, esse era o nome porque macho que é macho não se depila e sim faxina a pele. Tinha também faxina na virilha e no cu, mas macho educado não fala bem assim. Era faxina na parte da frente e na parte de trás da virilha. Cara pra caralho diga-se de passagem e com a desculpa do trocadilho.Pintar cabelo, macho não pinta. Desvelei também essa. Eles “camuflam a juba”. Havia vários tons de tintas para camuflagem. “Camuflagem de cabelos brancos” era um preço. “Camuflagem radical” era o preço da mesa de sinuca que tinha no canto daquela maçonaria, perdão, barbearia.Cerveja tinha várias também, mas não consigo precisar o nome de todas que vi. Lembro-me somente de que uma delas era feita com sementes de maracujá e de uma espécie de trigo hidratado pelas águas fluviais do Tigre-Eufrates. Macho que é macho é exigente pra cacete.Para finalizar, depois de tanta coisas mega maschas, descobri que homem que é homem também gosta de relaxar. Havia uma salinha isolada de massagens para aqueles que chegam moooortos do futebol e exaustéééérrriiiimos depois de um dia intenso de trabalho.

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